quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Estância

Estância



É chegada à hora de recordar
Sem motivos aparentes a certeza
Que nem tudo será fiel em nossa
Mente tão improdutiva em longos
Anos de estrada em que caminhadas
De espinhos com cheiro de rosas
As águas purificam o corpo
Todavia o ar se responsabiliza
Em limpar as lembranças
Brisa de emoções por vezes amareladas
Lamentavelmente nem todos serão
Lembrados na história humana
Imagens guardadas no intimo peito
Por vezes então levadas ao leito
Noturno ou de morte na esperança
Que um dia tenhamos sorte de mais
Um abraço de saudade ou pondo fim
A um desejo infinito e assim continuar
Essa maravilhosa jornada enfim
Porque toda poesia inspira fantasia
Entretanto é a vida que se encarrega
Da longa despedida, levando um adeus
No lenço branco bailando ao vento
Sem compor uma melodia de recordação
Guardo o brilho de uma estância no pensamento.

Fernando Matos
Poeta Pernambucano


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